
Na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, a nossa turma, acompanhada pelo professor de Área de Projecto Hugo Santos, visitou o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), no Porto. Um formador do INEM recebeu-nos e acompanhou-nos durante a visita, dividida em duas fases.
A primeira etapa envolveu a visualização de um Power Point e de um vídeo. A apresentação deu a conhecer o modo de funcionamento do INEM [ver panfleto], o conceito de Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), particularmente quais as entidades que colaboram com ele - INEM, Bombeiros, PSP, GNR, Cruz Vermelha e Unidades de Saúde - e quais as suas competências, e a melhor forma de activar os serviços de emergência médica em caso de acidente ou doença súbita, designadamente telefonando para o Número Europeu de Emergência 112 e prestando informações solicitadas.Entretanto, outras informações interessantes foram dadas. Segundo o formador, 70% das chamadas são feitas por brincadeira ou engano, ao passo que os restantes 30% são realmente de quem precisa de ajuda. Além disso, grande parte dessa maioria é realizada durante o período de intervalo das escolas. A percentagem é assustadora e todos devem ter consciência que o 112 deve ser utilizado só por quem verdadeiramente necessita, não havendo consequências evitáveis para elas e para o serviço.
Estes motivos podem conduzir a falhas e deficiências na estrutura do INEM, independentemente da enorme qualidade, empenho e dedicação dos seus profissionais. Não sejamos ingénuos: a sobrecarga das linhas faz perder inúmeras chamadas e a vida de muitas pessoas depende deste serviço. Os conflitos laborais e estratégicos deverão ser resolvidos.
O vídeo mostrou uma situação típica de paragem cardíaca e o que fazer para ganhar tempo até à chegada de profissionais especializados.
Finda esta primeira fase, foram entregues panfletos sobre o INEM a todos os visitantes e cartazes, nomeadamente, a nós os 3, elementos do projecto.
A segunda etapa contemplou a demonstração de uma ambulância de Suporte Básico de Vida e uma mota de emergência, cujo funcionamento e material foi apresentado por profissionais. No final, houve ainda tempo para tirar fotos aos meios de transporte já referidos e ainda a uma ambulância de suporte a recém-nascidos. Acabada a visita, era tempo de apanhar o comboio e regressar a Ovar.Concluindo, a experiência foi extremamente enriquecedora, dado que conhecemos a realidade do meio e aprendemos informações úteis acerca de um organismo tão importante para qualquer cidadão. Uma pessoa pode influenciar negativamente o bom funcionamento dos cuidados de saúde primários, logo a consciencialização é um passo fulcral. Afinal, todos temos, enquanto cidadãos, a obrigação de desenvolver práticas, valores e atitudes que contribuam para a nossa consciência e responsabilidade numa sociedade democrática. E acreditamos piamente que esta visita ajudou.













